Skip Navigation Links.
Skip Navigation Links.
Skip Navigation Links.
Skip Navigation Links.
Skip Navigation Links.
Skip Navigation Links.
Skip Navigation Links.
Skip Navigation LinksHome - Notícia - Caso Eleição do Conselho Tutelar e o meu ponto de vista.

10/02/2011 - Caso Eleição do Conselho Tutelar e o meu ponto de vista.
 
O caso do Conselho Tutelar de Itajaí é emblemático. Existe uma percepção subliminar de que um Sistema de Eleição Eletrônica é um programa que conta votos. Definitivamente, não é. É muito mais do que isto!

E não nos esqueçamos da logística e da operacionalização da Eleição, pois são fatores fundamentais que, caso relegados a um segundo plano, podem por a perder uma boa solução técnica de informática.

Este raciocínio simplista decorre de inexperiência e até de uma certa ingenuidade de quem não conhece o assunto, apesar de bem intencionado.

E para finalizar este assunto, segue abaixo o depoimento de um importante jornalista e ‘blogueiro’ de Itajaí (SC).

NOTA IMPORTANTE:
Apesar de um posicionamento equilibrado e equidistante, a conclusão final do jornalista demonstra, novamente, até onde podem chegar inexperiência e a ingenuidade.

“Depois de ouvir ambos os lados e a opinião de amigos que entendem do riscado na visão jurídica, pude concluir algumas coisas:

Coordenação

Estive no local onde ocorreram as eleições e encontrei os coordenadores, técnicos, presença do Ministério Público, presença de lideranças políticas e um clima ameno e organizado. O Promotor Público que acompanhava o processo, antes de abrir os trabalhos, promoveu uma reunião com os candidatos e a coordenação deixando claro as regras de conduta no processo. Ponto positivo.

Iniciada a votação

Logo que segui pra fila de votação percebi uma pequena confusão quando ao lado da fila foram fixados nas paredes cartazes com o nome e o número de cada candidato, acabando que tinha gente na fila que não iria votar naquele momento e só queria ver os nomes na lista e em consequência disso as pessoas aproveitavam que estavam olhando para iniciar conversas no local da fila e debates sobre a eleição e confundindo quem chegava pra votar. Mas isso é o de menos.

Atraso

Para começar a falar de sistema de informação, logo no início houve atraso para a votação começar por problemas na ativação das urnas, mas rapidamente solucionado pela equipe que acompanhava no apoio o processo. Em resumo, no que me pareceu, em torno de pouco mais de uma hora que permaneci no local, pude perceber muita tranquilidade, inclusive na hora de votar. A única coisa que estranhei foi que mesmo digitando-se o número errado do título de eleitor, o sistema gerava uma senha para a votação.

Transparência

Conheço o Fabrício Marinho há anos e sei de sua lisura e vontade de fazer a coisa acontecer com a maior seriedade possível, por isso, antes de tecer qualquer comentário, dos quais o farei agora, quero deixar claro que de nada tem a ver com critica pessoal ou acusação pontual sobre os ocorridos. Nutro amizade e respeito pelo Fabrício e observei in loco o processo e mesmo que erros acontecessem a coordenação distribui tarefas e cabe a cada um cumprir sua parte e responder com lealdade a confiança distribuída pela coordenação a seus coordenados.

Erro

Pelo que pude observar, mesmo ao longe, toda a confusão foi gerada por rotinas mal escritas e não devidamente homologadas e testadas como rege a conduta e o protocolo de boas práticas no desenvolvimento de sistemas no arcabouço do mesmo, que por fim causaram todo esse transtorno. Não vou ser leviano em dizer que houve fraude, nem levantar falso testemunho,
mas sou obrigado a concordar que o erro viciou completamente a transparência do processo, e homologar a eleição, no meu ponto de vista, é aumentar o erro e conduzir a credibilidade de um processo eleitoral a nada. Sem entrar na questão politiqueira das disputas, a verdade é que o erro ocorreu, e depois de ocorrido, os dados foram manipulados por pessoas modificando inclusive o resultado.

É fato!

É factível que a manipulação de dados teve que acontecer por conta de um erro de sistema que duplicava votos. Quem vai garantir que o sistema também não cometeu outros equívocos? Quem vai provar matematicamente? Já que pessoas puderam entrar no sistema, remover votos, manipulá-los na tentativa desesperada de resolver algo que no meu ponto de vista não tem mais como resolver, tudo pode ter acontecido. Não to dizendo que aconteceu, mas a dúvida sujou o processo e não dará legitimidade nunca aos eleitos, e não confortará os derrotados. Não falo de mim, mas das pessoas que se sentiram prejudicadas. Mas posso afirmar, pairou a dúvida sobre o processo, e é notório e inquestionável seu vício.
A tomada de decisão mais acertada seria anular a eleição e refazer o processo no modelo antigo (Cédulas) ou com o apoio do sistema eleitoral do TRE-SC.”

Fonte:http://www.cidadelivre.org/falaitajai/index.php/jean-sestrem/254-caso-eleicao-do-conselho-tutelar-meu-ponto-de-vista em Quinta-feira, 03 de Fevereiro de 2011 / 10:29 h.